
Baseado no filme de mesmo nome dirigido por Martin Scorcese em 1991 (que agora assina como produtor ao lado de Steven Spielberg), a série estreou carregada de muito expectativa, seja em razão da dupla de produtores, seja pelo elenco, que reúne nomes como Amy Smart, Javier Barden e Juliette Lewis. Por isso foi surpreendente quando constatei o quão ruim foi o resultado final da produção.
Enquanto eu esperava sofisticação narrativa, eu assistia um trama novelesca que exalava reprodução de conceitos comuns, personagens rasos e diálogos expositivos e simplistas. Javier Barden tirou leite de pedra ao entregar uma atuação magnética para um personagem mal escrito encaixado em uma trama forçada e excessivamente repetitiva.
O que poderia ser muito bem contado em 4 ou 5 episódios foi alongado para encaixar em uma série de 10. Toda essa extensão sob uma direção muito pouco inspirada deixou a série monótona e entregou pouquíssimos momentos de tensão genuína.

