
SINOPSE | No 10º Distrito de Neópolis, a metrópole onde todos os cidadãos têm superpoderes, eles são a Lei: um cachorro falante com uma armadura especial, uma ´mulher perfeita´ geneticamente engendrada, um cowboy com armas tecnológicas de última geração, um homem indestrutível, uma novata com uma caixa cheia de brinquedos cheia de ajudantes… Estes e muitos outros policiais peculiares são os astros de TOP 10, a série vencedora de diversos prêmios criada e escrita pelo mago Alan Moore, e ilustrada pelos talentosos Gene Ha e Zander Cannon.
Ao lado de clássicos absolutos, como A Piada Mortal, Watchmen e V de Vingança, Alan Moore produziu também diversas obras que, emboras menos ambiciosas e famosas, são igualmente divertidas e cujo tempo em nada diminuem o seu brilho. Top 10 é uma dessas obras menores que não vem imediatamente à cabeça das pessoas quando é citado o nome de Alan Moore. Mas não é esse o meu caso.
A história do Distrito 9 e seus policiais ficou indelevelmente gravado em minha memória quando li pela primeira vez o quadrinho há décadas atrás, quando a minha bagagem quadrinística ainda era pequena e ainda erá impressionável por obras que hoje reconheço serem de gosto duvidoso. Porém, isso não aconteceu com Top 10.
Relendo atualmente a obra, relançada ano passado pela Panini, percebo que a memória afetiva não me traiu. O mago criou um amálgama de procedural policial, aventura de super-heróis e ficção científica que se destacou para mim, em maior parte, ao carisma de seus personagens. Sob um olhar superficial, o conceito de Caixa de Brinquedos, Smax, Sarja e companhia podem parecer excêntricos, pra dizer o mínimo. Porém, a forma como Moore dá vida a eles é fantástico. Assim como é fantástico a forma como ele é capaz de condensar em poucas páginas tanto conteúdo sem sobrecarregar o leitor.
Nenhum personagem é mal desenvolvido. Basta alguns quadros de introdução e desenvolvimento para eles ganharem em vida em nossa cabeça e não saírem mais dela mesmo após a leitura.


