
SINOPSE | Combe Island, na costa da Cornualha, tem uma história sangrenta de pirataria e crueldade. Agora pertence a um respeitável fundo privado e serve de refúgio para personagens importantes em busca de sossego e segurança. Mas o passado parece assombrar a ilha quando um dos hóspedes aparece morto, vítima de um assassinato com características muito estranhas, que parecem apontar em direções contraditórias e confundem as investigações. Altos escalões do governo britânico pediram a Adam Dalgliesh uma solução rápida e discreta para o crime, mas a ação do comandante se complica com as tensões existentes entre a detetive Kate Miskin e o sargento Frances Benton, membros de sua equipe, e as incertezas sobre o futuro de sua relação com Emma Lavenham, que o fragilizam.
Como um grande fã de literatura policial e de autores como Agatha Christie e Georges Simenon, sempre tive vontade de me aventurar na obra de P. D. James, outra grande autora do gênero. Parte importante de sua obra foi publicada no Brasil pela Companhia das Letras na sua célebre Coleção Policial, dentro da qual O Farol foi publicada em 2006.
P. D. James (1920-2014) foi uma escritora de romances policiais de grande sucesso e aclamada internacionalmente, mais conhecida por seus livros estrelados pelo poeta-detetive Adam Dalgliesh, que, em O Farol, protagoniza seu 13º e penúltimo romance. Ignoro se este romance é a melhor porta de entrada para a obra de James e para a série de Dalgliesh como um todo, pois aqui encontramos um personagem já maduro, estabelecido e que, com certa frequência, anseia pela aposentadoria (quem nunca?).
Independentemente disso, O Farol, à moda dos seus pares do gênero policial, não demanda qualquer prévio conhecimento dos livros anteriores, valendo como uma boa experiência para os fãs do gênero. Particularmente, não me afetuei com Dalgliesh da mesma forma como ocorreu com detetives como Maigret e Poirot, Entretanto, o personagem de P.D. James talvez seja o mais crível de todos. Ele transparece mais insegurança e menos confiança na condução do caso, embora careça do carisma que poderia ser extraído dessas características. O elenco de personagens secundários também não é nada memorável.
Apesar do romance trazer todos aqueles elementos que aprecio dentro de uma ficção policial, dentre eles o isolamento em um espaço confinado (tão bem explorado por Agatha Christie em Assassinato No Expresso do Oriente), a carência de personagens empáticos reduz o impacto da trama.
O FAROL
The Lighthouse
AUTORES: P.D. James
TRADUÇÃO: Juliana A. Saad
EDITORA: Companhia das Letras
ANO: 2006
PÁGINAS: 456

